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Dois anos de depressão silenciosa — como finalmente pedi ajuda
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Luz Nova
12 de abril de 2026
Durante dois anos, acordei todos os dias a pensar: "Outro dia igual." Não havia tristeza dramática — havia vazio. Um vazio imenso que eu tentava preencher com trabalho, ecrãs, e ocupação constante.
As pessoas à minha volta não faziam ideia. Eu ria nas festas, cumpria prazos no trabalho, mantinha relações. Por fora, tudo normal. Por dentro, sentia que estava a viver a vida de outra pessoa.
O momento de viragem foi quando a minha sobrinha de 6 anos me perguntou porque é que eu nunca parecia contente. Ela disse: "Tio, pareces sempre triste nos olhos."
Isso partiu-me. Porque ela tinha razão.
Marquei consulta no dia seguinte. Foi o ato mais difícil e mais importante da minha vida adulta.
A recuperação não foi linear. Mas hoje, quase um ano depois, reconheço-me novamente. Sou eu de novo.